sexta-feira, 25 de abril de 2008

Economia a serviço do ócio

Quinze mil na conta, limpos e sem esforço. Mas só para quem, no início de abril, investiu R$100 mil em ações da Petrobrás. Até ontem, a valorização delas estava perto dos 15%. Já quem tinha comprado essas ações em janeiro de 2007 pulou ondas no réveillon com o bolso 80% mais pesado.

Tudo bem, os riscos existem, e a maré em 2008 tem sido bem turbulenta. Mas o longo prazo costuma sorrir com dentes dourados – ou, se preferir, pretos de petróleo.

É por isso que um dia venderei tudo: CDs, DVDs, computador, livros (ahaha), bolinhas de gude, figurinhas, tampinhas e moedas. Ponho até o irmão caçula no negócio. Preservarei pais, namorada e alguns amigos. Os demais, vendo também.

Com o dinheiro, comprarei ações. E, com os dividendos, ócio. Ócio criativo, é claro.

5 comentários:

patricia disse...

Gostei desse humor um pouco sarcástico. Bjs.

Daniel Torelli disse...

Quero 60% da venda do seu irmão preferido.

Prefiro investir em "poupanças variadas". Nem todos economistas conhecem.

Possuem bons fundos e uma aplicação muito satisfatória.

Lu Faria dos Anjos disse...

Gostaria de ficar na relação dos poucos amigos que não serão vendidos!
Mas se puder compartilhar do ócio será bem melhor.Parabéns, humor inteligente!
Libélula

Bruno Cobbi disse...

Waw...

Curti. Sucinto, tenaz e mordaz!

Caramba! O_o

tecendo em palavras disse...

Tua lógica de sustento e valor é legal.
Sabe que vira e mexe me pego perguntando Quem disse que precisa sofrer, quem disse que tem que trabalhar até morrer, quem sabe a melhor receita pra viver?